Futebol/Jogos Inesquecíveis

Milagre em cima da hora

No Brasil, o uruguaio Diego Aguirre se tornou conhecido no fim dos anos 1980 e o início dos anos 1990 ao vestir as camisas do Internacional, do São Paulo e da Portuguesa. Nunca repetiu no Brasil o bom futebol apresentado anos antes jogando com a camisa do Peñarol, onde foi ídolo.

Aguirre se tornou ídolo da torcida manya especialmente pelo que fez há exatos 25 anos. Em 31 de outubro de 1987, ele seria o responsável pelo quinto e até agora último título do Peñarol na Libertadores.

Nesta data, foi disputada a terceira partida válida pela grande final de La Copa entre o Peñarol e o América de Cáli. No primeiro jogo, em Cáli, 2 a 0 a favor do América. Na volta, em Montevidéu, deu Peñarol: 2 a 1.  Na época, não havia essa história de saldo de gols, por isso, o campeão teria que ser conhecido após um terceiro jogo.

Se a partida terminasse empatada, haveria uma prorrogação. Se esta prorrogação também não tivesse um vencedor, finalmente o campeão seria o América de Cáli, por causa da soma dos gols nas duas primeiras partidas.

E o time colombiano parecia que ia finalmente erguer a cobiçada taça, depois de ser vice nos dois anos anteriores. No jogo decisivo, em Santiago, o jogo foi tenso como uma final de Libertadores sempre é. E estava com o placar virgem até os 14 minutos e 46 segundos do segundo tempo da prorrogação.

Neste momento, Diego Aguirre sairia em carreira desabalada pela ponta esquerda do ataque do Peñarol, entrando sozinho na área do América e batendo cruzado, forte, na saída do goleiro Julio César Falcioni. A carga de dramaticidade do jogo e do destino para as duas equipes fica clara nas narrações colombianas e uruguaias para o fato.

O destino não chegou a colocar novamente Aguirre e Falcioni frente a frente em nada tão decisivo. Mas os dois tem mais algo em comum. Como treinadores, são os dois últimos vice-campeões de América. Aguirre comandava o Peñarol que perdeu a final para o Santos em 2011. Já Falcioni estava no banco de reservas do Boca Juniors quando Riquelme e companhia perderam a decisão da Libertadores para o Corinthians.

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