Futebol

Tabelinha com o Barba – A Crônica de uma queda anunciada

A situação do Palmeiras no Barbozão 2012 não está fácil. E faz tempo. Já disse aqui que não concordo com a opinião de que quanto pior, melhor e que não gostaria de ver novamente o rebaixamento do Verdão. Mas que a possível queda do Palestra, se confirmada, seria consequência de seguidas más administrações, problemas políticos e montagem de times fracos.

Na época daquele post, em setembro, Felipão ainda dirigia o Palmeiras e estava às vésperas do clássico contra o Corinthians. De lá pra cá, o Timão venceu o Derby, Felipão foi demitido, Gilson Kleina assumiu e iniciou uma recuperação que deu ânimo à nação verde, com bons resultados, e Valdívia se machucou (de novo!), ficando de fora da reta final do campeonato.

Foto: Gil Leonardi/Lancepress

No entanto, apesar do bom trabalho de Kleina e da notável melhora técnica/tática do time dentro de campo, muito graças a Marcos Assunção e Barcos, alguns fatos recentes reforçam a ideia de que o desespero e a falta de planejamento devem colaborara com volta do Palmeiras para a Segundona 2013. Fiz uma pequena relação, com comentários:

– Com elenco reduzido, assessor de imprensa do clube completou time no coletivo que preparava o time para enfrentar o Bahia (o Verdão ganhou, mas será que não tinha um jogador da base completar o time no coletivo?)

Foto: Reprodução TV Globo

 

– Contra o Cruzeiro, assessor de imprensa joga sal grosso nas traves do estádio em Araraquara (o fato ganhou mais destaque que os gols de Barcos contra os mineiros).
– Millonarios goleia e elimina Verdão da Sul-Americana (Barcos foi o único que mostrou vontade em honrar a camisa. Uma vitória consistente na Colômbia com certeza daria mais ânimo para a sequência do Brasileiro);
– Daniel Carvalho continua fora de forma (jogador está querendo participar do “Medida Certa” com o Ronaldo Fenônomeno e não tem ajudado o time nessa fase complicada. O que acontece?);
– Presidente do Palmeiras só passou a acompanhar as viagens do time após inúmeras críticas e cobranças por omissão (diretoria não pode abandonar os jogadores neste momento e tem de servir de escudo para o elenco);
– Palmeiras alega que não sabia de reunião da FPF e não manda representante para evento que definiu detalhes do Paulistão 2013 (falta de organização da diretoria, que mostra fragilidade administrativa);

A famosa “sorte de campeão” que explica campanhas vencedoras, como a do Corinthians na Libertadores e a do Fluminense no Brasileiro deste ano, tem sua prima pobre: o azar de perdedor, que parece maior do que qualquer mobilização/união na luta contra a queda, acompanhou Palmeiras, Corinthians, Vasco, Atlético Mineiro, Coritiba, Grêmio e tantos outros clubes que frenquentaram o inferno da Série B. E ele tem acompanhado o Palmeiras
novamente. Deixei por último a derrota do Palmeiras para o Internacional, neste fim de semana, para exemplificar o azar de perdedor. O time saiu na frente no Beira-Rio, permitiu a virada e teve um gol anulado que impediu a reação verde.

Foto: Renan Olaz/Futura Press

 

No lance polêmico, argentino Barcos fez um gol à la “mano de Diós”. O juiz, depois de ter validado o lance, foi avisado da irregularidade e voltou atrás. O gol foi irregular, sim, mas a anulação teve ajuda da televisão e, da forma que ocorreu, também foi irregular. Desestabilizou o emocional do grupo, que já vem se mostrado instável.

Faltando cinco rodadas para terminar o campeonato e cinco pontos de diferença para o Bahia, o palmeirense ainda acredita na salvação. Mas a maldita sorte, ou melhor, o azar, ronda o Parque Antártica…

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