Futebol

Um toque e nada mais

Romarinho jogou menos de dez minutos nesta edição da Libertadores. Tocou uma única vez na bola. Fez um gol que não foi o da vitória para seu time nem causou um resultado que não define absolutamente nada.

Teoricamente, o gol de Romarinho em La Bombonera empatando a primeira partida da final da Libertadores não deveria dizer absolutamente nada.

Mas futebol não se discute apenas na teoria. E aquele toque fraco, por cima de Orión, que entrou lentamente no gol do Boca Juniors seguido por uma comemoração fria, como se nada tivesse acontecendo, diz, sim, muita coisa.

O significado desse gol se viu nas mãos de Schiavi na cabeça. No rosto de Riquelme, sinalizando um negativo. E é aí que mora a vantagem corinthiana na final. Na moral que o time vai entrar no Pacaembu.

Não só pelo gol de empate a cinco minutos do fim do jogo. Mas também pela sorte que acompanhou o time nos instantes seguintes, depois que a cabeçada de Viatri acertou a trave e a bola bateu na canela errada de Cvitanich e não morreu no fundo das redes.

É uma vantagem psicológica muito importante. Capaz de decidir torneios que não se ganham só na bola. Como a Libertadores.

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