Futebol

Coperos y peleadores

O velho Boca Juniors não é mais o mesmo. Fato. Riquelme não tem a constância de grandes atuações de 2007. Santiago Silva não é Palermo. Schiavi é o mesmo de 2003, literalmente. Está com quase 40 anos, com a mobilidade de um bicho-preguiça. Os outros jogadores são bons coadjuvantes, nada além disso.

Mas o Boca é um time eficiente. Que sabe o que precisa ser feito. E faz. Tanto que a frase mais dita por João Guilherme na transmissão do Fox Sports foi “o Boca não treinou pênaltis”.

E o MANTRA, que era uma torcida para os jogadores xeneizes perderem as penalidades quase inevitáveis, terminou no principal bordão do narrador carioca: “que desagradável”.

Desagradável para o Fluminense, que no último minuto de jogo viu Mouche arrancar sozinho pela ponta direita e chutar na saída de Diego Cavalieri. A bola beijou o poste e voltou para a outra trave. Cavalieri ainda espalmou para o meio da área, mas a bola ficou quicando esperando um pé para chutá-la.

E veio o pé de Santiago “El Tanque” Silva, decretando o empate e a classificação do Boca Juniors a mais uma semifinal de Libertadores.

Até aquele momento, o jogo estava 1 a 0 para o Fluminense. O resultado levava a decisão para as penalidades. Assim como o Boca na Argentina, o tricolor carioca poderia ter feito mais no Rio de Janeiro. Especialmente no primeiro tempo, quando o rival só queria saber de se defender e aceitava a pressão dos comandados de Abel Braga.

Mas apenas Thiago Carleto balançou as redes, ainda no começo do jogo, depois de bater uma falta que desviou na barreira e fez a bola morrer no canto de Orión.

Até os 44 minutos do segundo tempo, quando Riquelme, que esbanjava mais RAÇA do que técnica no Engenhão, tocou a bola para Mouche, livre, leve e solto na ponta direita. Marcado por THIAGO NEVES, o atacante conseguiu chutar para o gol. A bola foi na trave, no braço de Diego Cavalieri e ficou quicando na área esperando já citado pé de Santiago Silva.

E o Boca Juniors segue sendo o PRETO VELHO da Libertadores. Enquanto todos duvidam, lá está a camisa azul y oro mostrando como é ser copero y peleador nas canchas de Sudamérica.

Drama e delírio no Pacaembu

No Pacaembu, a emoção foi igual. Corinthians e Vasco se estudaram por um jogo e meio. Muita marcação, pouca criatividade, nervos à flor da pele. Mas o segundo tempo compensou os 135 minutos iniciais do confronto.

O Corinthians partiu para o ataque como um predador parte para cima de sua caça. Tentou fazer o gol nem que tivesse que empurrar Fernando Prass junto com a bola pra dentro das redes.

E abriu espaços para o Vasco. A chance mais clara da partida foi perdida por Diego Souza, que, sozinho, tirou a bola de Cássio, que desviou de leve.

E, caprichosamente, tirou também do gol, com a bola passando perto da trave, mas pra fora. Na cobrança do escanteio, Nilton acertou a trave. A resposta veio na sequência, com Emerson também acertando os postes vascaínos.

Quando a decisão por pênaltis parecia inevitável, Paulinho subiu sozinho na área adversária. E deu a cabeçada fatal, no canto de Fernando Prass.

Delírio no Pacaembu. Tite, já na arquibancada, comemorava com a torcida e como a torcida. Paulinho estava pendurado no alambrado abraçado com o primeiro torcedor que viu na frente.

E o Corinthians volta às semifinais da Libertadores depois de 12 anos. Espera o resultado do jogo do Santos para saber se terá mais um clássico brasileiro ou se vai conhecer o Chile ou o Paraguai. Se o time de Muricy passar, mais um duelo brasileiro. Se der Vélez, na Vila Belmiro, os TITE BOYS podem treinar o espanhol.

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