Futebol

Cara de Libertadores

Dorival Júnior é tido como um dos melhores técnicos da nova safra. Nesta quarta-feira, ele completou cinco décadas de vida. De presente, um pedido aos jogadores do Internacional, seus comandados: uma vitória sobre o Fluminense, pela partida de ida das oitavas de final da Libertadores.

Mas Dorival Júnior apresenta um grave defeito na sua curta carreira de treinador. Mostra não ter o comando pleno das suas equipes e perde o respeito de alguns jogadores facilmente. Foi assim com Neymar no Santos, por exemplo, o que culminou sua saída do time da Vila Belmiro mesmo após a conquista da Copa do Brasil de 2010.

De novo esse assunto?

No Internacional, ele é CONTESTADO. Especialmente por parecer perdido no banco de reservas e por não estabelecer um padrão tático para o colorado. Dorival não sabe se monta o time para atacar, como sempre fez, ou tenta fortalecer o meio de campo para não expor uma zaga com defensores lentos, formada por Rodrigo Moledo e Índio, no alto dos seus 446 meses de vida.

O jogo em si foi o que se espera de um confronto entre dois times disputando apenas uma vaga no torneio mais importante do ano. Muita marcação e poucas oportunidades de gol. Uma partida com cara de Libertadores.

Os craques que poderiam decidir o jogo não apareceram. No lado do Internacional, Dagoberto estava mais tímido que moça do interior em balada e Leandro Damião parecia mais preocupado em trombar com os zagueiros e reclamar com a arbitragem. Pelo Fluminense, Fred discutia a relação com Índio e Thiago Neves se escondia em um dos cantos do campo. Rafael Sóbis estava intimidado com as vaias da torcida que um dia o idolatrou e a Deco só restava chutes de longe.

Leandro Damião, de tanto trombar com a defesa do Fluminense, acabou conseguindo tomar uma RASTEIRA de Edinho dentro da área, conseguindo um pênalti bem marcado por Paulo César de Oliveira.

Com a ausência de D´Alessandro, o batedor oficial de pênaltis do time, contundido, Dorival mandou o lateral direito Nei fazer a cobrança. E aí, a prova de que o treinador já não manda mais nada no Beira-Rio. Dátolo IGNOROU a ordem do comandante e colocou a pelota na marca de cal.

E cobrou até que bem, no canto esquerdo. Mas Diego Cavalieri se esticou todo e defendeu a cobrança. Dorival Júnior não esboçou reação.

Depois disso, o Internacional partiu desenfreadamente para o ataque. Mas a falta de um padrão tático e de alguém que mande no banco de reservas fizeram com que a meta do Fluminense fosse ameaçada apenas mais uma vez, com uma bola na trave chutada por Jô. E as redes do Beira-Rio encerraram a jornada virgens.

De consolo para o Internacional, resta a consciência de que o empate sem gols é o melhor dos maus resultados. O colorado vai ao Rio de Janeiro no dia 10 de maio podendo empatar com gols para garantir a vaga nas quartas de final. Ao Fluminense, resta apenas vencer. Um novo 0 a 0 leva a decisão para os pênaltis.

Bola parada é uma arma mais perigosa perto das barbas de Deus

O Santos já conheceu as armas da altitude nesta Libertadores. Na primeira rodada de La Copa, o time da Vila Belmiro subiu os 3600 metros até La Paz e foi derrotado para o The Strongest. Então, os santistas sabiam mais ou menos o que fazer para não repetir o resultado contra o bom time do Bolívar, agora pelas oitavas de final.

Mas os atuais campeões não esperavam uma BUCHA de Campos com menos de um minuto de jogo. E o time de Muricy já estava em desvantagem.

Ainda assim, o Santos seguiu fazendo o seu jogo, tocando a bola e acionando muito o lado esquerdo, onde joga Neymar. O Bolívar aproveitava a vantagem e partiu para a correria, para tentar usar melhor a arma da altitude e a velocidade dos seus jogadores.

Só que jogo de mata-mata é tenso, nervoso. E quando os nervos dominam a técnica, só a bola parada salva. Em uma falta bem batida por Elano, o goleiro Argüello deu rebote e Maranhão empurrou para as redes. Um fato SURREAL, afinal é o segundo gol do lateral reserva em dois jogos.

No segundo tempo, uma nova falta para o Bolívar e Campos, de novo, dessa vez com mais jeito do que força, marcou o segundo. E os bolivianos virão ao Brasil com a vantagem do empate.

A partida de volta será na Vila Belmiro, no dia 10 de maio, às 19h30. Ao Santos, basta uma vitória por 1 a 0 ou qualquer resultado desde que tenha dois gols de diferença. Já o Bolívar terá que abdicar da sua vocação ofensiva e armar uma retranca MAROTA, já que o time de Guillermo Hoyos precisa de apenas um empate para avançar às quartas de final.

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