Futebol

Os goleiros não foram feitos para ter sorrisos inteiros

Todo goleiro sonha em defender o pênalti decisivo numa série de cobranças depois do tempo normal de uma partida DRAMÁTICA. É o único momento de INOCÊNCIA do goleiro, uma profissão em que quase sempre é o culpado.

E, se há algum momento na vida de um goleiro melhor do que defender o último pênalti decisivo de uma série de cobranças, é defender o PENÚLTIMO e partir ele mesmo para fazer o gol CONSAGRADOR.

Uma linha tênue que separa a alegria da tristeza

Foi exatamente essa a situação vivida por Carlos Chávez neste domingo. Chávez é um arqueiro colombiano revelado pelo América de Cáli, seu time de coração na infância.

Atualmente, ele defende as cores do Patriotas de Tunja, que foi vice-campeão da segunda divisão da Liga Postobón, também conhecido como campeonato colombiano.

Ser vice-campeão da segunda divisão do campeonato colombiano qualifica a equipe para uma última etapa antes de garantir um lugar na elite do futebol CAFETERO. Tem que enfrentar o segundo time com pior média de pontos dos últimos três anos da primeira divisão num playoff clássico: dois jogos, um em cada casa, o vencedor se salva, o perdedor vai para o ABISMO.

Quis o destino que o América de Cáli, quatro vezes vice-campeão da Libertadores e treze vezes campeão colombiano, fosse o adversário dos Patriotas por uma vaga na primeira divisão.

Esse filme já foi visto em julho na Argentina, com o River Plate

A partida de ida, em Boyacá, casa dos Patriotas, empate por 1 a 1. Quem vencesse o jogo no Pascual Guerrero se salvaria. E o América abriu o placar com Jairo Castillo logo aos 5 minutos do segundo tempo. Mas 15 minutos depois, Guerrero empatou o jogo e levou a decisão para as penalidades.

Drama a caminho do abismo

Na segunda cobrança dos Diablos Rojos, Chávez defendeu a batida de Córdoba. As coisas se igualaram quando Ever Rentería isolou a quarta cobrança dos Patriotas. Mas a alegria da torcida do time mais tradicional da Colômbia terminou na sequência. Castillo, que fez o gol no tempo normal, acertou a trave esquerda e deixou o destino rojo nos pés do goleiro Chávez, responsável pela última cobrança do seu time.

E Chávez fez história. Cobrou com precisão e rebaixou o time mais tradicional da Colômbia. Mais do que isso, rebaixou o seu time do coração. E ficou sem reação. Na sua cara, um misto de culpa e INCREDULIDADE pelo destino ter lhe pregado tamanha peça.

“En el momento que anoté el gol no sabía qué sentir. No sabía si debía celebrar, si reír… o si llorar”.

E, pela primeira vez na sua gloriosa história de 84 anos, los diablos rojos vão conhecer o INFERNO em 2012.

E as diablitas estão um pouco mais tristes

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