Futebol

Pão e circo para acabar com a pressão

Mano Menezes foi a Belém nesta quarta-feira sentindo o BAFO do desemprego no seu cangote. Ainda que o trabalho estivesse no começo, a pressão pelo fato de não ter vencido nenhum adversário de peso já causava uma certa PRESSÃO exercida pela emissora que MANDA no futebol nacional.

Ameaçado, eu?

Por isso, um bom resultado contra a Argentina na segunda partida da RESSUSCITADA Copa Roca, também conhecida como Superclássico das Américas, era uma obrigação.

E o rival ajudou, ainda que indiretamente. O futebol hermano passa por uma transição cujo destino não parece ser muito PROMISSOR. O melhor jogador que vestiu albiceleste no Pará era Montillo, meia do Cruzeiro, que sequer é cogitado para a seleção principal. A defesa é formada pelos AÇOUGUEIROS de plantão Sebá Dominguez (aquele mesmo que um dia vestiu a camisa do Corinthians) e Desábato (aquele que saiu preso do Morumbi em 2005 por supostas ofensas racistas a Grafite).

Contra essa Argentina é mais fácil

Apesar de todos os componentes FAVORÁVEIS, o primeiro tempo foi tão modorrento quanto os noventa minutos jogados em Córdoba há duas semanas.

Mas nem se quisesse a seleção brasileira conseguiria passar 180 sem marcar um gol em uma das piores Argentinas da história. E, no começo do segundo tempo, quando os CHORIZO Boys até ensaiavam uma pressão, tomaram uma aula de contra-ataque.

Foi tão rápido que nem deu pra ensinar aos argentinos como se faz

Cortês, o Sideshow Bob brasileiro, recuperou a bola, passou para Borges, que mandou para Danilo, que lançou Lucas. O meia são paulino correu tal qual o PAPA LÉGUAS e só parou quase dentro das redes argentinas, para desespero dos hermanos e do Galvão Bueno, que EXIGIU que a bola fosse passada para Neymar mesmo depois de o gol ter sido feito.

Tudo isso em 11 segundos e com uma bela CONTRIBUIÇÃO do goleiro Orión, que viu tudo isso AMARRADO às traves como um cachorro preso a um portão.

O coiote nem quis sair para caçar o papa léguas

A partir daí, tudo ficou mais simples e ACOMODADO para os dois lados. É bem verdade que a Argentina ainda obrigou Jeferson a fazer boas defesas e garantir as suas próximas convocações, mas nada que assustasse muito.

E o segundo gol veio como uma CONSEQUÊNCIA. Cortês, que entrou em campo com vontade de permanecer vestindo amarelo pelos próximos meses, achou Diego Souza na ponta esquerda. O melhor meia brasileiro de todos os tempos da última semana cruzou para Neymar, que TROPEÇOU nos zagueiros argentinos e fez a bola rolar mansamente para as redes de Orión.

Se o título da Copa Roca não vai acrescentar muito ao currículo de ninguém, ao menos serviu para BRINDAR os mais de 40 mil paraenses que foram ao Mangueirão mostrar que alguém ainda parece nutrir algum sentimento sincero pela Seleção Brasileira.

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